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10 Maio 2006 

Objectivo deste blogue

Maternidades é um blogue Ad Hoc do PÚBLICO

Um blogue Ad Hoc do PÚBLICO é um blogue criado pelo PÚBLICO com o objectivo específico de acompanhar um dado tópico da actualidade.

Estes blogues poderão incluir textos dos jornalistas do PÚBLICO que acompanham os casos em questão, outros textos publicados no jornal ou no site, contribuições de outros jornalistas e comentários dos vários intervenientes nos acontecimentos abordados no blogue, mas eles visam, antes de mais, permitir aos nossos leitores relatar as suas experiências e exprimir as suas opiniões sobre o tema em questão, dando espaço para a visão crítica do acompanhamento noticioso do tema (por parte do PÚBLICO ou de outros media).

Os blogues Ad Hoc do PÚBLICO são, em geral blogues de vida curta, devendo manter-se em actividade enquanto se mantiver o interesse do tópico em questão. Quando esse interesse se desvanece, estes blogues poderão ser apagados ou manter-se acessíveis online, mas desactivados (sem permitir a publicação de comentários).

O caso do encerramento de algumas maternidades demonstra de forma arrepiante a ineficácia a que chegou o Estado em Portugal. Passo a explicar. Quando uma medida técnica do MS, que é quem tem competência na área da Saúde Pública, é atacada desta forma nos media e na rua; quando o poder local, que não tem competência alguma na área de política de saúde se arroga como líder da contestação,movendo accções nos tribunais contra o MS; quando chegamos ao ponto de serem os tribunais, a quem ninguém de bom senso reconhece idoneidade para decidir sobre política de saúde,a decidir quem tem razão, se o poder central, no legitimo uso das suas atribuições, se o poder local, numa completa usurpação de competência alheia e demonstrando uma ignorância total sobre o assunto; quando chegámos a este ponto de não retorno, numa confusão total de papéis e de funções, chegámos ao ponto zero como estado e sociedade organizada. Quando pròximamente houver uma decisão de encerrar o Centro de Sáude de Marinhais, porque o medico se reformou e não é possível a substituição a curto prazo,por ex., a Junta de Freguesia de Marinhais também vai mobilizar jornais, TV's e tribunais contra o MS?
Rui Manaças

O sabio doutor Albino Aroso, sem margem para dúvidas, reiterou que, no fundamental, o Ministro Correia de Campos está certo. Se explicou isso bem ao País ou não, só é politicamente importante, mas racionalemnte indiferente.
Jà agora os autarcas que se têm por esclarecidos, que mostrem sê-lo e que se deixem de demagogias popularuchas!
E coitado do nacionalista deputado Negrão! Que mediocridade para quem já teve tão altas responsabilidaddes!
ZL

Há de facto duas questões aqui: a bondade da decisão e a forma como a decisão é posta em prática. Como já escrevi noutro lado, parece haver boas razões técncias para a decisão, mas a execução deixa muito a desejar. Este tipo de medidas pode ser posta em prática explicando previamente as razões às populações e propiciando um debate público. Desta forma é servido o interesse público (uma boa medida pode ser posta em prática de forma mais expedita) e eleva-se o nível do debate político. Debater não tem de significar não decidir.

As maternidades são um meio rapido de corte de despesas sem suporte tecnico , cortar sem olhar a meios o caso de santiago do cacem zona onde vivo em que a maternidade mais proxima fica a centenas de quilometros e que em tempos ja teve maternidade e tem tido promessas de reabertura a muintos anos

Interessante mais esta do governo socialista bem,quem se espanta?!
Eles é fecharem escolas, eles é fecharem maternidades,enfim...é o que há por cá!
Acho melhor fechar o país de vez e irmos todos de férias.
a saúde está de rastos e a culpa é dos medicos, a educação não funciona a culpa é dos professores, a justiça vai de mal a pior a culpa é dos juízes, mas afinal que funciona bem neste país?- Eu digo meus amigos, os Tachos esses ainda funcionam e bem

Vi hoje num portal da internet uma notícia que indicava que no ano de 2006 nasceram menos 4100 bébés que no ano anterior. Mas quem é que pode ter filhos neste país.? A minha bébé nasceu em Maio de 2007, e não imaginam a dificuldade em encontrar vaga numa creche, por forma a poder ir trabalhar em setembro. E os preços? Um abuso, ao nível da prestação de uma casa. Apoios á natalidade, também são uma piada... A verdade é que foi a primeira filha e com as dificuldades com que me deparo, será filha única... Países como a Alemanha onde financiam e apoiam a maternidade, pertencem ao nosso imaginário... num país onde cada vez mais a população é envelhecida. Uma vez mais, é "A República das bananas".

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